quinta-feira, 2 de novembro de 2017

As pouco conhecidas frutas brasileiras com superpoderes


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Frutas pouco conhecidas, como a grumixama, têm alto poder anti-inflamatório e antioxidante.
[Imagem: B.navez/Wikimedia Commons]
Superfrutas

Os nomes de algumas frutas nativas da Mata Atlântica ainda soam estranhos para a maioria dos brasileiros: bacupari-mirim, araçá-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubajaí.

Se depender de suas propriedades bioativas, contudo, é um questão de tempo para que elas possam estar não só disputando espaço nas gôndolas dos supermercados, como ganhando posição no ranking dos superalimentos.

"Não havia muito conhecimento científico sobre as propriedades dessas frutas nativas. Agora, com os resultados do nosso estudo, a ideia é fazer com que elas sejam produzidas por agricultura familiar, ganhem escala e cheguem aos supermercados. Quem sabe elas não se tornam um novo açaí?", comentou o professor Severino Matias Alencar, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) em Piracicaba (SP), que realizou o estudo em colaboração com pesquisadores da Universidade de La Frontera, no Chile.

A equipe avaliou os compostos fenólicos - estruturas químicas que podem ter efeitos preventivos ou curativos - e os mecanismos anti-inflamatórios e antioxidantes do extrato de folhas, sementes e polpa de quatro frutas do gênero Eugenia e uma do gênero Garcinia: araçá-piranga (E. leitonii), cereja-do-rio-grande (E. involucrata), grumixama (E. brasiliensis), ubajaí (E. myrcianthes) e bacupari-mirim (Garcinia brasiliensis), todas típicas da Mata Atlântica.

Essas espécies já são raras em ambiente natural, tendo sido necessário usar plantas fornecidas por sítios localizados no interior de São Paulo que comercializam as plantas com o objetivo de preservação. Um dos produtores possui a maior coleção de frutas nativas do Brasil, somando mais de 1,3 mil espécies plantadas.

Esta é a cereja-do-rio-grande.
[Imagem: Erika Silva/Wikimedia Commons]

Antioxidantes

As quatro espécies do gênero Eugenia apresentaram um vasto potencial econômico e farmacológico, sendo exemplos de alimentos funcionais, que, além das vitaminas e valores nutricionais, têm propriedades bioativas como o combate aos radicais livres - átomos instáveis e altamente reativos no organismo que se ligam a outros átomos, provocando danos como envelhecimento celular ou doenças.

As plantas brasileiras mostraram um potencial tão significativo quanto frutas já mundialmente famosas, como o mirtilo.

"A araçá-piranga, espécie ameaçada de extinção, teve a melhor atividade anti-inflamatória em comparação com a de outras frutas do gênero Eugenia", disse o professor Pedro Rosalen, membro da equipe. "O mecanismo de ação também é muito interessante, pois ocorre de forma espontânea e logo no começo da inflamação, impedindo uma via específica do processo inflamatório. Ela age também no endotélio dos vasos sanguíneos, evitando que os leucócitos transmigrem para o tecido agredido, reduzindo a exacerbação do processo inflamatório."

Rosalen destaca que os antioxidantes não têm como função única combater o envelhecimento ou a morte celular, atuando na prevenção de doenças mediadas por processo inflamatório crônico.

"A ação oxidante dos radicais livres também significa o surgimento de doenças inflamatórias dependentes, como diabetes, câncer, artrite, obesidade, doença de Alzheimer," disse. "Não percebemos muitas dessas lesões provocadas pelos radicais livres. São as inflamações silenciosas. Por isso, é importante a ação de sustâncias antioxidantes, que podem neutralizar os radicais livres."

O pesquisador ressalta que há cerca de 400 espécies pertencentes ao gênero Eugenia distribuídas pelo Brasil, incluindo várias espécies endêmicas. "Temos uma imensidão de frutas nativas com compostos bioativos que trariam benefícios para a saúde da população. É preciso estudá-las", disse.


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terça-feira, 30 de maio de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Demarcação Já!




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Confira a música "Demarcação Já!", uma homenagem de mais de 25 artistas aos povos indígenas do Brasil. Pelo direito à terra, pelo direito à vida! #DemarcaçãoJá

Letra: Carlos Rennó
Música: Chico César
Direção: André Vilela D'Elia
Produção: Cinedelia
Assista também em: cinedelia.com

Artistas:
Ney Matogrosso
Maria Bethânia
Gilberto Gil
Djuena Tikuna
Zeca Pagodinho
Zeca Baleiro
Arnaldo Antunes
Nando Reis
Lenine
Elza Soares
Lirinha - José Paes de Lira
Leticia Sabatella
José Celso Martinez Corrêa
Tetê Espíndola
Edgard Scandurra
Zélia Duncan
Jaques Morelenbaum
Dona Onete
Felipe Cordeiro
Criolo
Marlui Miranda
BaianaSystem
Margareth Menezes
Céu

Com participação de:
Eduardo Viveiros de Castro
André Vallias
Ailton Krenak

sábado, 4 de março de 2017

Nomofobia


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Nomofobia é um termo originário do inglês, que significa "no-mobile-phobia", ou seja, a fobia de ficar sem celular.

Estar on-line 24 horas por dia parece um caminho sem volta, mas nem todas as pessoas lidam bem com o acesso contínuo à internet.

Como inúmeros psicólogos ao redor do mundo já constataram, o uso constante da tecnologia traz seus próprios riscos - riscos emocionais, psicológicos e até físicos.

Os sintomas dos pacientes vão desde a compulsão a olhar o celular o tempo todo, até movimentos involuntários, com os dedos se mexendo como se estivessem manipulando o aparelho.

"O telefone já não cumpre mais a função daqueles telefones antigos, de se comunicar através da voz. Hoje, você tem rede social, máquina fotográfica, filmadora, GPS, música. Por isso que essa sedução se torna muito maior," comenta o psicólogo Cristiano Nabuco.

Ensino e tecnologia

A tecnologia tem influenciado o ensino, embora algumas escolas tradicionais tentem impedir a utilização de dispositivos tecnológicos na sala de aula, embasados em estudos que garantem que internet na sala de aula é uma má ideia.

Em casa, os pais estão em busca de um caminho. Qual o melhor momento para as crianças começarem a usar tablets, smartphones ou qualquer outro dispositivo tecnológico?

A filósofa Viviane Mosé aconselha: "Precisamos entender que a tecnologia é uma tsunami que já vem. Não podemos lutar contra ela. Não é possível. Não precisa encher seu filho de tecnologia. Mas entenda o que ele está usando, e ajude-o a usar melhor."



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Esquilos ladrões furtando barras de chocolate @StopThtSquirrel



Uma família dona de uma loja de conveniência no Canadá descobriu, por câmaras de segurança, que vinha sendo roubada por esquilos da região.

Por não querer manter a porta principal fechada - por causa da circulação do ar - os donos da loja ficaram sem saber o que fazer para conter os desfalques.

A família foi então às redes sociais pedir ajuda sobre como lidar com esquilos que roubam chocolate.

A loja teria perdido mais de 40 barras de chocolate, segundo os donos.

Eles criaram páginas em redes como YouTube, Facebook e Twitter, todas chamadas @StopThtSquirrel, para reportar novos casos.

Via BBC