domingo, 11 de dezembro de 2016

Hora da brincadeira: furões furando ;)


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Substância presente na bebida Ayahuasca gera células neurais humanas


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Estudo brasileiro aponta que harmina aumenta o número de progenitores que dão origem a neurônios

D'OR INSTITUTE FOR RESEARCH AND EDUCATION

Há séculos a ayahuasca é utilizada em cerimônias religiosas de povos indígenas sul-americanos. Estudos sugerem que a bebida possui efeitos ansiolíticos e antidepressivos em humanos. Uma das principais substâncias que compõem a ayahuasca chama-se harmina, uma beta-carbolina cujo potencial terapêutico para depressão foi recentemente descrito em ratos.

"Sabíamos que o efeito de antidepressivos está associado ao estímulo da neurogênese em roedores. Resolvemos testar se harmina, presente em grandes quantidades na ayahuasca, faria o mesmo sobre células neurais humanas", afirma Vanja Dakic, estudante de doutorado e uma das autoras do estudo.

Para elucidar os efeitos da harmina sobre células neurais humanas, pesquisadores do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (ICB-UFRJ) expuseram progenitores neurais humanos, criados em laboratório, a essa beta-carbolina. Após 4 dias, a presença de harmina aumentou a proliferação de progenitores neurais humanos em mais de 70%. Os cientistas do Rio de Janeiro também foram capazes de identificar como as células neurais humanas respondem à harmina. O efeito depende da inibição de DYRK1A. DYRK1A, cujo gene localiza-se no cromossomo 21, é bastante ativado no cérebro de pessoas com Síndrome de Down e pacientes com Alzheimer.

"Nossos dados demonstram que a harmina é capaz de gerar novas células neurais humanas, semelhantemente ao observado com medicamentos antidepressivos disponíveis no mercado mas cujos efeitos colaterais são muitas vezes indesejáveis. Além disso, a observação de que a harmina inibe DYRK1A nas células neurais humanas nos permite pensar sobre estudos futuros para avaliar um eventual efeito terapêutico dessa substância sobre déficits cognitivos observados em pessoas com Síndrome de Down e doenças neurodegenerativas", sugere Stevens Rehen, cientista do IDOR e ICB-UFRJ.

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O estudo foi publicado no dia 6 de dezembro pela revista científica norte-americana PeerJ, recebeu apoio financeiro das agências brasileiras de fomento FAPERJ, CNPq, CAPES, FINEP, BNDES e FAPESP e faz parte da tese de doutoramento de Vanja Dakic, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfológicas da UFRJ.

Em inglês: Harmine stimulates proliferation of human neural progenitors
https://peerj.com/articles/2727/



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sábado, 29 de outubro de 2016

Sabão de origem vegetal polui menos


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Sabão vegetal

Químicos sintetizaram uma nova molécula de sabão que eles batizaram de "sabão perfeito".

O composto é feito a partir de fontes renováveis, o que permitirá reduzir drasticamente o número de produtos químicos em produtos de higiene e limpeza, diminuindo seu impacto sobre o meio ambiente.

O sabão também funcionou melhor do que os sabões comerciais em condições difíceis, como sob água fria e água dura - água dura é aquela que possui sais de cálcio, magnésio e ferro, que são insolúveis em água e reagem com os sabões, produzindo compostos insolúveis.

Bolhas de ar sobre uma mistura de água e do novo sabão - ele espuma mesmo em água fria ou em água dura. 

"Esta pesquisa pode ter um grande impacto sobre a indústria multibilionária dos produtos de limpeza," prevê o professor Paul Dauenhauer, da Universidade de Minnesota, nos EUA.

Soja, coco e milho


Os sabões e detergentes convencionais são vistos como prejudiciais ao meio ambiente porque são feitos a partir de combustíveis fósseis. Quando entram na formulação de xampus, sabonetes ou detergentes, esses sabões são misturados com inúmeros outros compostos químicos que acabam indo pelo ralo.

A equipe desenvolveu um processo químico que consegue combinar os ácidos graxos da soja ou do coco com anéis derivados de açúcares do milho, formando uma molécula surfactante renovável chamada óleo-furano-tensoativo.

O sabão de origem vegetal também forma partículas - chamadas micelas - necessárias para a limpeza mesmo em baixas concentrações, o que reduzirá o impacto ambiental dos produtos de limpeza, garantem os pesquisadores.

A equipe patenteou o processo de fabricação do sabão e já está licenciando a tecnologia para uma empresa privada.

Bibliografia:

Tunable Oleo-Furan Surfactants by Acylation of Renewable Furans
Dae Sung Park, Kristeen E. Joseph, Maura Koehle, Christoph Krumm, Limin Ren, Jonathan N. Damen, Meera H. Shete, Han Seung Lee, Xiaobing Zuo, Byeongdu Lee, Wei Fan, Dionisios G. Vlachos, Raul F. Lobo, Michael Tsapatsis, Paul J. Dauenhauer
ACS Central Science
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/acscentsci.6b00208






Sabão de origem vegetal polui menos


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Sabão vegetal

Químicos sintetizaram uma nova molécula de sabão que eles batizaram de "sabão perfeito".

O composto é feito a partir de fontes renováveis, o que permitirá reduzir drasticamente o número de produtos químicos em produtos de higiene e limpeza, diminuindo seu impacto sobre o meio ambiente.

O sabão também funcionou melhor do que os sabões comerciais em condições difíceis, como sob água fria e água dura - água dura é aquela que possui sais de cálcio, magnésio e ferro, que são insolúveis em água e reagem com os sabões, produzindo compostos insolúveis.

Bolhas de ar sobre uma mistura de água e do novo sabão - ele espuma mesmo em água fria ou em água dura. 

"Esta pesquisa pode ter um grande impacto sobre a indústria multibilionária dos produtos de limpeza," prevê o professor Paul Dauenhauer, da Universidade de Minnesota, nos EUA.

Soja, coco e milho


Os sabões e detergentes convencionais são vistos como prejudiciais ao meio ambiente porque são feitos a partir de combustíveis fósseis. Quando entram na formulação de xampus, sabonetes ou detergentes, esses sabões são misturados com inúmeros outros compostos químicos que acabam indo pelo ralo.

A equipe desenvolveu um processo químico que consegue combinar os ácidos graxos da soja ou do coco com anéis derivados de açúcares do milho, formando uma molécula surfactante renovável chamada óleo-furano-tensoativo.

O sabão de origem vegetal também forma partículas - chamadas micelas - necessárias para a limpeza mesmo em baixas concentrações, o que reduzirá o impacto ambiental dos produtos de limpeza, garantem os pesquisadores.

A equipe patenteou o processo de fabricação do sabão e já está licenciando a tecnologia para uma empresa privada.

Bibliografia:

Tunable Oleo-Furan Surfactants by Acylation of Renewable Furans
Dae Sung Park, Kristeen E. Joseph, Maura Koehle, Christoph Krumm, Limin Ren, Jonathan N. Damen, Meera H. Shete, Han Seung Lee, Xiaobing Zuo, Byeongdu Lee, Wei Fan, Dionisios G. Vlachos, Raul F. Lobo, Michael Tsapatsis, Paul J. Dauenhauer
ACS Central Science
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/acscentsci.6b00208






quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uvaia, jaracatiá, bocaiuva; frutas também estão em extinção


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Em São Paulo, campanha mostra frutas que correm risco de desaparecer.
Alimentos em extinção são 3.500 no mundo e cem no Brasil.


Aqui no Brasil, cerca de cem alimentos correm o risco de serem extintos, exatamente como acontece com os animais.

Em São Paulo, muitas pessoas estão sendo apresentadas às chamadas frutas ameaçadas.
Elas são bonitas, coloridas e gostosas. Mas talvez você nunca tenha ouvido falar delas. Por isso mesmo frutas como uvaia, jaracatiá, bocaiuva estão ameaçadas de extinção, comida que corre o risco de desaparecer.

“Às vezes você pode perder de uma vez por todas, nunca mais conhecer esse ingrediente, que isso é muito triste, né?”, disse a chef Cláudia Mattos.
Todo mundo se comove com animais ameaçados de extinção. Mas também tem muito alimento correndo esse risco: 3.500 no mundo e cem no Brasil. E um dos motivos é: como é que a gente vai preservar algo que não conhece?

O que tem jeitão de disco voador é o cambuci. Uma fruta que vem de uma árvore que dá nome ao bairro do Cambuci, em São Paulo. Foi batizado com esse nome porque no passado havia muitas dessas árvores.
Mas elas foram diminuindo, diminuindo, até quase desaparecer. Hoje encontrar uma árvore dessas é tão difícil como encontrar alguém que já tenha provado a fruta que dá nome ao bairro.
Como o exemplar mais famoso de cambuci da cidade fica na praça, quem mora lá até conhece, mas nunca botou na boca.
“Nunca teve curiosidade”?
“Já tive. Mas nunca experimentei, não”.

Então parte da campanha da Arca do Gosto, de preservação dessas comidas, é apresentar os alimentos justamente às crianças. Começa com olhares curiosos, passa por cheiros surpreendentes até ir para a boca.
Pode até ter uma ou outra rejeiçãozinha ou outra, mas o resultado final é um enorme sucesso!
"Eu gostei!"
“Parece o limão”.

E se elas gostaram, é como se a sementinha tivesse sido plantada.

“Essa variedade, essa diversidade encanta os olhinhos dela. E elas podem ajudar a preservar esses ingredientes, que é algo que está ameaçado de extinção e se a gente não cuida, se os grandes não cuidam, os pequenos provavelmente vão cuidar”, afirmou Cláudia.

24/10/2016

Via http://g1.globo.com/jornal-nacional